Entrevista com Niny dos Gaviões da Fiel
De onde surgiu o amor pelo Corinthians?
- O meu amor pelo Corinthians eu digo que foi algo espiritual e que nasceu comigo, tipo aquele lance de alma gêmea. Eu nao tive aquela doutrina familiar e eles não são ligados ao futebol. Meu pai torce por outro time, mas nunca me incentivou em nada em relação a torcer e ao futebol.
Hoje em dia o que é ser um Gavião para você?
- Ser Gavião vai muito além de estar ali na bancada ou na sede em um evento. Ser Gavião é um ensinamento de vida, é vc levar o que aprende no dia a dia, seguir a risca o lema da lealdade com os seus, a humildade para com todos e o procedimento. Isso é uma verdadeira escola.
Conta um pouco da sua trajetória dentro dos Gaviões?
- Com todo aquele amor que eu sentia pelo Corinthians e acompanhando jogos pela TV, eu via a torcida e me encantava com tudo aquilo. Botei na minha cabeça que um dia faria parte. Em meados de 2015, eu comecei a trabalhar no bairro do Bom Retiro, aquela foi a minha oportunidade de pisar pela primeira vez naquela que seria a minha segunda casa. Sempre frequentava aos sábados (dia de feijoada), colava nos ensaios de carnaval e decidi que era ali o meu lugar. Fiz belas amizades, algumas como irmandade. Depois de um tempo eh fiz a minha carteirinha de sócia e sigo nessa batida há quase 10 anos.
Como foi essa escolha dos Gaviões?
- Eh acho que o Gavioes que me escolheu rs porém, a parte disso, aquela festa que eles faziam na bancada enchiam os meus olhos de admiração.
Qual a viagem mais doara que você já fez?
É difícil dizer apenas uma, pois já tive algumas marcantes, como caravana de copinha pelo interior do estado, mas recentemente fui a primeira vez no estádio Nilton Santos - RJ, onde mesmo com o resultado desfavorável pro Corinthians no final do jogo, a viagem em si foi muito tranquila, a passagem pela revista foi bem tranquila tbm, a troca com os irmãos durante a viagem, aquela zueira básica, cantando, dando risada. Conhecendo gente nova, trincando experiencias, isso é o que liga de verdade.
Hoje em dia o que a religião mudou na sua vida?
- A minha religião me ensina ser uma pessoa melhor a cada dia. Eu não me sinto só, eu vivo mais na simplicidade, no verdadeiro amor ao próximo, a caridade, a humildade, perdi vários medos e tristezas, pois eu sei que algo muito maior caminha do meu lado e me dá amparo e proteção.
Qual sentimento de ver os Gaviões depois de anos chegar num pódio de carnaval novamente?
- Sentimento de dias melhores. Sinto que vamos chegar novamente no topo e na luta pra conquistar mais um titulo no carnaval.
Como é conciliar a vida fora da bancada com a vida na bancada?
- Eu procuro colar sempre dentro das minhas responsabilidades, pois eu sou a provedora da minha casa e não posso deixar as responsabilidades de lado. Gostaria de estar em todas do CORINGÃO, mas infelizmente é algo que eu não consigo, mas sempre to olhando ali a tabela, colocando na ponta do lápis pra ver se é possível estar lá, mas estando ali ou não, eu sempre acompanho de alguma forma.
Qual o sentimento de ver um jogo no templo do futebol?
Inexplicável. É como se todos os problemas não existissem mais. É uma energia surreal, vibração de alma estar ali.
Como é carregar o LPH fora da bancada, e como é transparecer para quem não vive ele?
- Você carrega naturalmente. O LHP acompanha vc no dia a dia de sua vida. Pra todo lugar que vc vai, vc usa o LHP e as pessoas percebem isso, vc é elogiado por isso, muitos até te questionam de onde vem esse seu jeito de ser e fica muito fácil responder que aquela escola te torna isso.
Qual sentimento feminino de ver o estádio lotado para acompanhar o futebol das braba?
Liberdade e alegria em saber que nosso espaço está sendo conquistado e que já é realidade. Nós mulheres em massa lutamos por isso e estamos aqui. Tanto as brabas representando o futebol feminino, quanto a energia feminina nas bancadas, apoiando o time.
Como é carregar o símbolo seu time na pele?
- É como se fosse aquele grito pro mundo inteiro ouvir, tem um peso tremendo, ja não está somente na sua alma, no seu dia a dia, nas suas roupas, mas também na sua pele, onde será carregado até quando não estiver mais aqui fisicamente.
Por ser mulher é amar futebol, já sofreu algum tipo de preconceito sobre?
- Já sofri bastante e ainda sofro. É preconceito, piadinhas. O mundo segue em evolução, porém tem coisas ainda muito retrógradas. A gente respira fundo e dá aquela resposta sutil, direta e reta. Apenas precisam aceitar o nosso espaço e o nosso direito.
Conta uma resenha de estádio que não pode faltar Hahah
- Aaaaaaah rsrsrs o esquenta na favelinha ou PDE, nao pode deixar de fora. Aquele samba de roda maneiro, tomar todas e trombar com a rapa.
Como você avalia o momento atual do Corinthians?
- Crítico, até mesmo triste, mas sigo confiante até o ultimo minuto.
E para finalizar qual conselho você daria para uma mina que tá começando, assim como vc foi um dia que quer ingressar em uma torcida, como escolher?
- O conselho é: vem, mulher, vem fazer parte da maior torcida organizada de todos, ao carro chefe das torcidas, a que apavora o Brasil e o mundo inteiro, aquela que está em qualquer lugar. Só venha 🤩
🦅

LINDA 🖤🦅
ResponderExcluirMaravilhosa 🖤
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