Entrevista com Agatha do Estopim da Fiel
O por que do Estopim da fiel? O que eles te chamaram atenção?
- Eu comecei a frequentar por causa de um amigo que me chamou pra assistir um jogo na sub, e desde o primeiro dia sempre me trataram como parte da família, fui muito bem recebida, e na primeira caravana eu me identifiquei de verdade com a torcida, com a ideologia, a festa na arquibancada, e eu percebi que era aquilo que eu queria viver, foi um sentimento de pertencimento mesmo. E hoje eu não me vejo em outra organizada, aprendi muito na estopim, também fiz muitas amizades, que quero levar pra vida.
Hoje em dia qual é a maior dificuldade de um torcedor organizado?
- A repressão nos estádios, que impossibilita as festas nas arquibancadas, tudo é controlado e limitado. E também , a criminalização das torcidas organizadas é um grande problema, a gente luta pra mostrar que somos mais que um estereótipo de briga, somos amor pelo clube e comunidade, mas nem sempre isso é respeitado.
O que diferencia a torcida do timão das outras?
- O amor que a gente tem pelo clube, pra muitos de nós o Corinthians é tudo, é nossa vida, a gente mata e morre por ele, e independente da situação a gente tá la apoiando, não importa onde e como, não medimos esforços pra estar junto do time
Como foi sua vinda a capital paulista?
- Muito boa, foi uma mudança muito radical de estilo de vida, passar 20 anos morando numa cidade do interior do Paraná e de repente mudar de estado e vir pra maior capital do Brasil, foi muito louco kkkkk mas uma foi uma mudança positiva, eu sempre gostei muito daqui, sempre esteve nos meus planos vir para cá.
E eu ainda não consigo acreditar que vocês falam salsicha ao invés de vina aqui kkkkkk
Quem são suas principais influências de bancada?
- Eu sempre tive amigos que eram de organizada, não só do Corinthians, que viajavam pra ver o time, sempre tavam presentes, e realmente viviam a torcida, e eu sempre achei isso muito dahora. Hoje em dia ainda admiro muito eles
Hoje em dia qual sentimento feminino de ver uma bancada cheia para apoiar o time feminino timão?
- é um sentimento de vitória né, ver o feminino com cada vez mais visibilidade, é muito importantante ver que a gente ta conseguindo conquistar cada vez mais espaços, acho muito importante pras crianças, a representativade, pra elas verem que também podem chegar lá, mas acredito que ainda tem muita coisa pra melhorar.
Fala um pouco da Agatha fora da bancada?
- A Agatha fora da bancada, trabalha e faz faculdade e só kkkkk. Minha vida é bem corrida, o que me faz não estar tão presente, pelo manos não tanto quanto eu gostaria. Não sobra tempo pra quase nada, mas eu sempre dou um jeito de visitar minha família, de tirar um tempo pra mim. Mas a minha vida social aqui é a torcida e o Corinthians. Ainda sobra um tempo pro meu namorado também kkkkk
Qual jogo mais marcante da sua vida?
- Acho que pra todos os corinthianos sempre vai ser a Libertadores de 2012, mas pra mim sempre vai ficar marcado o dia que meu namorado me pediu em namoro na Arena, dia 26 de agosto de 2023 num jogo pelo Brasileirão contra o Goiás.
Já sofreu algum tipo de preconceito por ser de torcida organizada?
- A gente sempre escuta uns "torcida organizada não leva a lugar nenhum" "só vão pro jogo pra brigar" né, já escutei de muitas pessoas que eu deveria sair da organizada pra poder chegar onde eu quero, que organizada e faculdade não combina.
Qual estádio já foi no Brasil? E qual o mais marcante pra você?
- Além da Neo Quimica, só a Arena da Baixada, e foi muito marcante kkkk mas é melhor não falar o motivo kkkk
Fala uma resenha de bancada que ficou inesquecível para você ?
- Todos os jogos sempre tem aquela resenha né, não consigo lembrar de uma especifica, mas na Arena da Baixada foi de verdade muito louca kkkkk
Com o crescimento da bancada feminina, o que você acha que falta para mais mina começar a frequentar ?
- Eu não acho que falte algo nas torcidas em si, acho que é de como a sociedade é mesmo, pra gente sempre é mais dificil, porque a gente tem muido medo, de não ser bem recebida, do que vão falar, tem a questão de assédio também, então o que eu acho que tem que mudar é o pensamento da sociedade mesmo, em geral.
Como você ver esse atual momento do Corinthians? O que tua acha que deveria mudar?
- Acho que falta muita raça dos jogadores, eles não honram a camisa que vestem. A gente da a vida pelo time, faz corre todo jogo pra ta la presente, viaja, se arrisca na estrada,e eles não fazem o mínimo, termina o jogo com o uniforme limpo.
Sobre a elitização da arena, como é para você ver isso?
- Eu acho muito triste, o Time do Povo cada vez mais longe do povo, e quem vai pra realmente apoiar e cantar os 90, não consegue ir, o Corinthians ta se afastando cada vez mais do povo mesmo, tudo bem ter camarote e essas coisas, todo estádio tem, mas acho que seria bem melhor um lugar maior pras organizadas e pra sul também.
E para a gente finalizar, qual conselho você daria para alguém que quer começar a frequentar uma bancada e escolher um a torcida, quais critérios as pessoas tem que levar conta para entrar em uma torcida?
- Pra escolher uma torcida, você precisa conhecer as ideologias, eu aconselho a primeiro você ir assistir um jogo em alguma quebrada, e ver se você realmente se identifica. Ser de organizada não é só vestir uma camisa, é viver o movimento, é ir pro jogo e apoiar os 90', é matar e morrer pelo time e pela torcida, é viver o Corinthians 24 horas por dia, 7 dias por semana.
E como é questão do seu relacionamento?? Como vocês dividem a bancada da vida pessoal?
- A gente não tem problema com isso, ele faz parte de uma torcida e eu de outra, e nós conseguimos separar bem, respeitamos muito, vamos pro jogo junto, mas cada um fica com sua torcida. Ele vai pra caravana, eu me preocupo muito, é claro, mas eu aceito de boa. Em relação a isso eu acho que a gente tem pensamentos muitos parecidos, e é claro que o Corinthians vem em primeiro lugar pra nós dois





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