Entrevista com Jeni da Estopim

Hoje no bancada em foco é dia de vocês conhecerem um pouco da história da nossa querida "Jeni" da Estopim, está próxima de se forma em medicina veterinária conta um pouco sobre o distanciamento social entre o curso e a pessoa que ela é na bancada "Torcida organizada é uma escola de vida, que influência diversos fatores na vida acadêmica" Jee também fala um pouco sobre Como é participar ativamente de uma TO " poder está ali sempre em tudo que pode é único, momento que meu foco total é a torcida." 

O que o Estopim representa pra você?
- Estopim é muito mais que uma torcida, eu sou muito feliz e muito grata pelos aprendizados e pelas amizades que fiz durante minha caminhada, amizades que me trazem aprendizados tanto da torcida como pra vida também, e em especial subsede zona sul que tenho como minha segunda família.

De onde surgiu e como foi a escolha da Estopim como torcida?
- Um amigo começou a me levar aos jogos do coringão, ele já era sócio da Estopim, e desde a primeira vez que eu colei junto eu me identifiquei, me trataram bem, me senti "em casa", acompanhei por mais um tempo o ritmo da torcida colando junto e tive a certeza de que ali era o meu lugar..." Sou estopim da fiel, se o Corinthians joga eu vou estar lá" 🎶


Hoje em dia como você ver e como você filtra a opinião pública sobre as organizadas?
- Não existe "filtro" pra opinião pública, quem pode opinar sobre o mundo das organizadas é quem está dentro, quem sabe o ritmo e sabe como realmente funciona, opinião alheia formada por "informação" da mídia que só quer queimar as organizadas, não se deve levar em consideração.

Já sofreu algum tipo de preconceito por ser de organizada?
- Todo mundo que é de T.O já passou por algum tipo de preconceito, isso é inevitável, infelizmente somos vistos pela sociedade como "marginais". Inclusive esses dias estava no mercado com uma camisa da EF e tinha um menininho atrás de mim com um cordão das bixas, e ele começou a falar pra mãe dele que estava com medo, porque se eu visse o cordão iria bater nele pq eu tava com camisa de torcida, e eu fiquei super sem reação pq o menininho aparentava ter uns 7 anos, situação que me chateou bastante pelo fato de ser uma criança com esses tipos de pensamentos que com certeza foi influenciada por outras pessoas. 

Hoje em dia para ti, qual sentimento de ver a festa da bancada sendo brecada muitas das vezes pelo órgãos de segurança?
- O futebol cada vez mais está chato e chucro, onde não se pode nada. Bate até uma depre de não ter conseguido pegar o futebol raiz, onde tínhamos liberdade pra torcer.

Sem o Corinthians quem seria a Jeni?
- Sem o Corinthians não existe Jeni, o Corinthians é o meu passado, o meu presente e o meu futuro, não tem como se imaginar vivendo sem esse time, é melhor lutar por algo do que viver sem um ideal.

De onde surgiu esse amor pelos animais?
- Desde que me entendo por gente, sempre fui apaixonada, e desde pequena também sempre tive contato, o que fez aumentar essa paixão ainda mais.

Conta um pouco do curso de medicina veterinária?
- Junto com o Corinthians, o curso é a minha vida, além de ser maravilhoso, sempre foi o meu sonho de infância, e graças a Deus e aos meus orixás eu estou realizando. Um curso que exige 200% de dedicação e muito amor para seguir em frente, por diversas vezes pensei em "jogar tudo pro alto" e desistir, mas os olhares de "gratidão" dos animais me servem de combustível, e me faz seguir em frente, aprimorando cada vez mais e seguindo no caminho certo.

Como é sua rotina?
- Ultimamente minha rotina está sendo cuidar da casa, assistir às aulas da faculdade, ir pro estágio e estudar muito kk

Possui alguma superstição em dia de jogos?
- Não é bem uma superstição, mas em dia de jogo para mim é obrigatório eu sair de casa com alguma guia de proteção.

De onde surgiu o amor pelo Corinthians?
- Uma boa parte da minha família é Corinthiana, mas foi muito por influência do meu irmão mais velho, que é corinthiano "doente", e ele que me levou na arena pela primeira vez, e desde que eu me conheço por gente me fizeram pegar gosto por isso, eles me ensinaram a amar esse time até o fim da minha vida.

Conta um pouco para nós, quem é a Jeni fora da bancada?
- A Jeni fora da bancada é totalmente diferente, uma pessoa extremamente tímida, que gosta de ficar quieta no meu mundinho, que ama cozinhar, estudar, ver desenhos, uma mulher muito intensa em tudo o que faz, muito sonhadora e que ama ir pra um pagodinho no final de semana.

Qual sentimento de está apoiando o coringão os 90 min e fazer parte da festa na bancada?
- É uma terapia pra mim, estar na bancada é onde esqueço de todos os problemas e dores, onde eu coloco pra fora a minha versão mais louca, está ali em prol do seu time apoiando o jogo inteiro, pulando, cantando é uma sensação única e maravilhosa.

Já passou algum perrengue por ser torcedora?
- O dia que fui na subsede me associar na volta estava no terminal esperando o ônibus pra ir pra casa, e lá estava cheio de bixa, e entrou vários no mesmo buso que eu, eu estava com uma camisa normal do Corinthians, nada de torcida e mesmo assim os cara quis vim pra cima, ficou falando, e óbvio que não fiquei quieta, mas o importante é que no final deu tudo certo.

E como é ver a bancada cada vez mais mina, para ti como mulher, o que vem na cabeça?
É maravilhoso ver o quanto as mulheres ganharam espaço na bancada, e ver ao meu lado diversas minas no mesmo ritmo me enche de orgulho, todas juntas podemos criar um espaço gigantesco pra todas, porém é triste ver a desunião que acaba acontecendo, mas é minoria, a banca feminina vem crescendo cada vez mais e conquistando o seu espaço.

Como é ver a arena cada vez mais elitizada?- Criado por operários e roubado por empresários", a elitização da arena se dá muito pela elitização do futebol, cada vez mais querem tira o "povão" do estádio, mas enquanto houver luta e resistência, sempre haverá espaço de voz contra aqueles que querem nos oprimir, "foda-se o futebol moderno!!!


Acha que existe distanciamento social, do seu curso, para a pessoa que você é na bancada?
- Torcida organizada é uma escola de vida, que influencia em diversos fatores na vida acadêmica, certas coisas que se faz na bancada não dá pra se fazer no curso, mas ao mesmo tempo não se pode mudar drasticamente de personalidade, eu sou eu em qualquer lugar, seja no curso ou em qualquer outro lugar.

Qual o sentimento dessa tatoo nas costas que você tem, de levar para todos os lugares o escudo do Corinthians e o símbolo da Estopim?
- Um sentimento inexplicável, é muito amor, e tem que ter muita raça e atitude pra eternizar na pele a entidade, é muito bom quando estou na rua sem nada de torcida e as pessoas vêem a tatuagem e grita "vai Corinthians", já teve pessoas que pararam e elogiaram, mas ao mesmo tempo tomando cuidado, porque eternizar na pele a entidade que se ama, as vezes tem certos preços a serem pagos, instinto sempre alerta e sempre esperta.



E para finalizar, conta para nós um pouco sobre como é participar de uma TO ativamente, e da um conselho para uma mina que quer fazer parte, de como escolher a torcida?
- Poder estar ali sempre presente em tudo que pode é único, momento em que meu foco total é a torcida, onde tenho muitos aprendizados com os mais velho. Conselho que eu dou pra uma mina é, se associa onde você sentir que é sua casa, onde você se sentir bem, faz o seu, toda dúvida que tiver sempre pergunte ao seu liderança ou aos mais velhos, e viva o máximo que puder, depois que entra você não quer mais sair.

Comentários

  1. Ideia coerente e uma visão de uma verdadeira torcedora organizada, Jeni é referência 👏

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  2. Meu orgulho meu xodó. Fico feliz de ver minha irmã construir uma história linda nessa torcida maravilhosa 💣

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