Entrevista com Beatriz
Hoje no bancada em foco é dia de vocês conhecerem um pouco da história da Beatriz, Corinthiana, e advogada hahaha, Beatriz sempre com o sorriso no rosto, alegrando as pessoas da bancada com seu jeito extrovertida conta para gente um pouco de " Como foi acompanhar um jogo do Corinthians fora do Brasil "O time pode estar na merda, eu sempre vou confiante. Não importa o estádio e nem o país, torcer e apoiar o Corinthians sempre será indescritível." Ela também conta um pouco sobre o empoderamento feminino na bancada e nos estádios: "Se tem algo que me deixa imensamente feliz é ver mulher ocupando cada vez mais espaço no futebol, seja dentro de campo, na arquibancada ou nos bastidores."
- Se tem algo que me deixa imensamente feliz é ver mulher ocupando cada vez mais espaço no futebol, seja dentro de campo, na arquibancada ou nos bastidores. Elas se tornam modelos inspiradores para outras meninas e mulheres... E é lindo ver uma menina falando que quer ser jogadora de futebol e/ou que quer torcer pro seu time na equibancada. Mais lindo ainda é saber que ela acredita no seu sonho, pois sabe que atualmente isso é possível.
Ao, pelo menos, tentar promover a equidade de gênero no esporte - vale pontuar que é algo que está em construção-, promove-se a inclusão, o respeito e a valorização das mulheres em todos os setores da vida.
Bea, conta um pouco de onde surgiu e como surgiu esse amor pelo Corinthians?
- Herdei do meu pai, que sempre torceu e adorava jogar bola. Ele conseguiu fazer todos os meus primos paternos serem corinthianos, sendo que nenhum dos seus irmãos (meus tios) são.
Como foi acompanhar um jogo do Corinthians fora do Brasil?
- O time pode estar na merda, eu sempre vou confiante. Não importa o estádio e nem o país, torcer e apoiar o Corinthians sempre será indescritível. Contudo, o jogo em La Plata foi de Fazer o coração sair pela boca. Fico muito feliz de ter vivido isso de perto.
Qual o tratamento do povo Argentino, junto aos torcedores brasileiros?
- Sofri xenofobia por alguns seguranças de uma balada uma vez e comecei a gritar com eles falando que era crime. Chamei um policial que viu tudo e obviamente ele não fez nada. Gritei com ele também. Meu anjos da guarda trabalha muito e trabalha bem. Fora isso, sempre fui bem recebida. Todos conhecem o Corinthians. Eles gostam muito de futebol e eu sendo mulher, trajada e sabendo falar sobre o assunto, deve ser bom. Eu sempre chegava zuando eles e entravam na onda. Essas zueras renderam umas beijocas também. É... não tenho muito o que reclamar, mas dia de jogo, é imprescindível manter a cautela.
E no Brasil para quais estádios você já foi? Costumo ir em todos os jogos do campeonato Paulista, então conheço bastante os estádios do estado de São Paulo. Fora esses já fui pro Engenhão, Maracanã e Fonte Nova. A ideia é ir mais, mas nem sempre tem verba.
A menina que ama um futebol e nada também, haha de onde surgiu espse amor por jogar uma bolinha?
- Meu irmão é mais velho e jogava pela escola. Quando meu pai chegava do trabalho, brincava de bola com nós dois. Ele dizia pro meu irmão "vamos treinar", mas me incluia e ia me ensinando a tocar, fazer embaixadinha, bater de chapa e etc. Aos sábados meu pai jogava bola e eu ia com ele. Normalmente as crianças ficavam em outra quadra e jogavam também. Sempre só tinha eu de menina e não gostavam muito de me deixar jogar, mas meu irmão dizia que eu sabia e como ele era mais velho que todos, acatavam. Tomei cada bolada no estômago de propósito Kkkk engolia o choro e dizia que nem tinha doído.
Sempre fui fã de esportes (assistir e praticar). Quando pequena passei longe do ballet e preferi lutar e nadar. Participei de campeonatos de triathlon da escola e sempre ia nos jogos de futebol do meu irmão, mas na época preferi ir pro handball. Em 2017 terminei a faculdade, voltando a ter tempo livre. Aí, procurei lugares que só jogavam meninas e resolvi me aventurar.
E quando falamos de shows, qual que mais marcou sua vida?
- Cada show tem uma importância e me marcou de forma diferente. A música me faz transcender e cria memórias únicas. Eu digo há bons anos que, caso tenha filho, chamará Zion. No show da Lauryn Hill em cima 2018, quando ela cantou "to zion", a música que fez pro seu filho Zion, neto do Bob Marley, eu comecei a chorar e me marcou muito. Tem show dela esse ano e já estou preparando o lencinho.
Ano passado, fui ao show do NX Zero, banda da qual sou fã desde a adolescência. Perdi meu pai ano passado e quando cantaram "cedo ou tarde", música feita pelo guitarrista pro seu pai, eu desabei. Engraçado como antes eu cantava a música no automático e não reparava em como a letra é linda e triste ao mesmo tempo. Olhei pro céu e vi uma estrela piscando. Tive a certeza que meu pai estava ali comigo (eu tô chorando agora). Não tem como não me marcar. Jamais vou esquecer desse show, dessa música.
Da sua viagem internacional, como foi a adaptação a cultura local? Fuso horário?
- Olha, eu fiquei quase uma semana sem fazer coco e tive que tomar lacto purga. O jet lag atrapalhou muito nesse sentido. A comida na Austrália é basicamente peixe e batata (bem britânico, pois são colonizados por eles), tortas, comida Indiana, japonesa, (totalmente diferente da nossa, rola uns abacates no sushi) e fast food. Eu preferia comer em casa mesmo. Com uma semana estava com muita saudade da nossa comidinha brasileira, que por sinal é bem cara lá. Voltei bem mais magra.
De resto, foi tranquilo. É muito bom andar na rua e não ter medo de ser assaltada ou algo do tipo. Eu fiquei fazendo road trip e foi uma experiência sensacional!!
Sabemos que você não faz parte de nenhuma torcida organizada, mas o que o LHP faz parte da sua vida?
- Eu cresci em Diadema, então não posso omitir a informação que meu coração é muito Estopim. Atualmente moro próximo da GDF e tenho inúmeros conhecidos, então frequento sempre que dá. Sendo associada ou não, LHP são valores e pilares pra vida.
Qual o sentimento de apoiar o Corinthians os 90 min em uma bancada?
- Sinceramente? Inexplicável. "É mais que um caso de amor, na alegria ou na dor. Ulm sentimento que invade a alma. Não tem explicação."
Como você vê a eletização da NEO QUÍMICA?
- É triste, né? O time do povo com valores absurdos nos ingressos. Tem muita gente que não tem como ir e gostaria. Tem muita gente que para de ir. Claro que o estádio tem que ter coisas que atraiam todos os tipos de torcedores - e todos são bem vindos -, mas valores altíssimos na maioria dos setores não pode ser regra. Sabemos que o clube precisa de dinheiro, mas não dá pra lucrar em cima de quem apoia o time.
Quem é a Beatriz fora da torcida?
- Se perguntassem pra terceiros, aposto que al maioria diria "doida". E sou, doida por viver. Tenho 30 anos com carinha de 24. Sou advogada, trabalho com direito do entretenimento e amo o que faço. Sei que advogados costumam ser chatos, nem eu gosto muito, mas sou legal. Amo animais. Tenho dois gatos: o Mbappe e a Maloka. O próximo chamará Tevez. Queria ter um cachorro também, mas viajando sempre fica um pouco difícil e vou deixar pr outro momento da vida. Lá Sonho em adotar um menino, já grandinho. Detesto lavar louça (homens, não me mandem lavar luça, eu não vou). Falo muito, sou ligada nos 440v e dizem que sou engraçada. Não ligo pra opinião alheia e acredito que tudo que tudo possa ser dito, basta saber como
Sobre praias, vendo no seu insta você já foi em várias, para ti qual que tem a melhor energia de todas?
- Rosa, Rosa, eu levo você no meu coração. Ô Praia do Rosa..." Eu amo aquele lugar fora de temporada. A calmaria, o agito, as pessoas que, em grande maioria, nem de SC são. Já fui várias vezes e já pensei em morar lá, mas sou agitada demais. Imbituba de modo geral tem um espaço no meu coração, com muitas histórias e lembranças boas.
Qual jogo do Corinthians marcou mais sua vida?
- 16 de Dezembro de 2012. Não tem como... Foi o dia que paramos o Japão.
Sobre as organizadas, como você ver essas critica a elas por torcedores convencionais?- Toda pauta com fundamento é justamente e por mim, bem vinda, mas acho que pra criticar tem que fazer melhor. Pelo menos fazer, né? Não vejo isso por parte de torcedores convencionais, que em suma só reclamam.
Comenta um pouco da amizade que a bancada lhe trouxe?
- Conheci pessoas sensacionais na bancada que levo pra minha vida. Algumas estão no meu dia a dia e sei que posso contar de olhos fechados. Ainda devo conhecer muitas outras, porque falo pelos cotovelos. E é isso... Vamos cultivando.
Quando o Cuca foi anunciado pelo Corinthians, qual o sentimento que isso lhe trouxe?
- Impunidade. Não é fácil ser mulher. Não é fácil criticar um técnico, sendo mulher. Incrivelmente, não é fácil criticar um técnico com acusações como do Cuca, sendo mulher, mesmo estando no lugar de fala. O mundo é muito machista e o futebol nem de diz... O maior problema é que muitos, simplesmente, não querem evoluir.
E para finalizar, qual conselho você daria para uma pessoa que está indo a primeira vez no estádio?
- Vá, apoie, cante e volte mais vezes.
Comentários
Postar um comentário