Entrevista com Kauê da página AMOR EM ITAQUERA



Hoje no bancada em foco, trago para vocês a história do Kauê, dono da página "AMOR EM ITAQUERA", Kauê conta para nós a história da Brasília " A Brasília marcou nossa história de 1999 até 2005, quando ela foi roubada. Era um carro de trabalho do pai de um amigo e que nos levava para os jogos. Muitas aventuras com ela." Kauê também comenta sobre de onde surgiu a ideia da página " A ideia da página surgiu despretensiosamente, baixei o App do Instagram e fiz a página pra registrar todos os dias que eu ia pro estádio. Sempre fui muito mas quase nunca registrava, aí pensei: vou fazer pra registrar esses momentos e um dia mostrar para os meus filhos e netos." 

Qual sentimento de entrar com a faixa, com a palavra amor na arena? 
- Sentimento único! Desde pequeno sempre viajava nas faixas das torcidas e sonhava entrar com a minha. Pintei várias e todas foram barradas seja por falta de ofício, seja por tamanho. Mas essa foi especial, pq representa todo meu sentimento e conexão com o Corinthians e com tudo o que ele representa na minha vida. 

De onde surgiu a ideia da página? E esperava que iam ter essa visibilidade toda? 
- A ideia da página surgiu despretensiosamente, baixei o App do Instagram e fiz a página pra registrar todos os dias que eu ia pro estádio. Sempre fui muito mas quase nunca registrava, aí pensei: vou fazer pra registrar esses momentos e um dia mostrar para os meus filhos e netos. Os Adesivos que fiz da bandeira também ajudou bastante a divulgar e a galera sempre pede. Chegava sempre na humildade nos points lá do Alvim, pedia pra pendurar a bandeira e aí fui fazendo muitos amigos e tudo foi fluindo naturalmente.

De onde surgiu o amor do Cauê pelo Corinthians?
- Meu amor pelo Corinthians surgiu no primeiro dia que meu pai me levou no Pacaembú, em 12/05/1993 numa para toda contra o Novorizontino. Naquele dia foi uma experiência totalmente nova pra uma criança de 6 anos, torcida cantando, bateria, bandeiras. Foi amor à primeira vista. Depois desse dia pedia toda semana pro meu pai pra gente ir pro campo assistir os jogos. 
 

Conta um pouco sobre a trajetória da página? 
- A página surgiu em fevereiro de 2023 quando fiz a bandeira e resolvi fazer o Insta pra registrar os momentos no estádio. Sempre gostei de ver bastidores de jogos, entender o que acontecia na arquibancada e nos arredores. Cresci assistindo Mesa Redonda, Gazeta Esportiva e sempre tinha essas matérias mostrando o lado B dos jogos, o lado do torcedor. Isso sempre me encantou. Ai tento sempre registrar os momentos, os perrengues, as alegrias e mostrar pra galera como funciona esse universo paralelo que é Torcer pelo Corinthians.

Ja pensou se o Corinthians não existisse, quem seria o Cauê? 
- Se o Corinthians não existisse o mundo seria mais triste. A história de luta desse clube desde a sua criação até os dias de hoje é algo que é difícil de explicar. A época que nossa torcida mais cresceu e que nossas maiores torcidas foram criadas foi no período mas difícil do Clube, durante os 23 anos de jejum. O Corinthians representa todas as classes e todos os povos, tudo se mistura no amor por esse clube. Com certeza se não houvesse Corinthians o Kauê e o mundo seriam mais tristes.


E sobre a historia da Brasília? Conta aí como foi a chegada em Itaquera hahaha 
- A Brasília marcou nossa história de 1999 até 2005, quando ela foi roubada. Era um carro de trabalho do pai de um amigo e que nos levava para os jogos. Muitas aventuras com ela. 3 pneus furados a caminho de uma final, maçaneta que quebrou e tivemos que entrar pelo porta malas, volante que tirávamos pra evitar que fosse roubada. Muitas histórias, saindades dela. Infelizmente ela foi roubada antes que a Arena ficasse pronta. Mas quem sabe um dia não reeditamos essa parceria de muitas vitórias.

Quando você está dentro da Neo Quimica, qual o sentimento que tu carrega? 
- A palavra é Conexão. Com o Corinthians, com o meu pai, que era maluco igual a gente e infelizmente nos deixou 3 meses antes de ver a Libertadores. Conexão com a energia da torcida que vira jogos impossíveis. Tudo isso representa o meu Amor que é estampado nas bandeiras e faixas que levo. É muito mais que um pedaço de pano, é muito mais que um estádio, é um lugar que me conecta com tudo que eu amo e acredito.

E quais planos para o amor em Itaquera em 2024? 
- O Amor em Itaquera quer crescer e conectar cada vez mais pessoas, seja por meio de conteúdos legais, bastidores, ações. Passar esse sentimento que falando de Corinthians tem que acreditar até o final, e amar o clube independente de resultado. Tem muitos projetos legais já em andamento e em breve vamos ter novidades pra fazer esse Amor se multiplicar.

Como é para você esse futebol mordendo, cheio se limitações por parte da PM ou do ministério público? 
- Eu vivenciei bastante jogos no final dos anos 90 e início dos 2000. A festa era incrível, bandeiras, baterias, estádios divididos. Hoje infelizmente isso não é mais possível e acho que quem perde é o público. Torcidas visitantes as vezes entram com bandas completas, baterias, faixas, até cornetas e a gente que é local não pode nem entrar com cartaz pedindo camisa de jogadores, como acontece com muitas crianças. Entendo a questão da violência mas fico muito triste das novas gerações não poderem presenciar a festa de um estádio dividido e o sentimento de apoiar seu time nessas partidas.

O que é ser Corinthians? 
- Ser Corinthians é sentimento, não se escolhe. No momento que cheguei no mundo o Corinthians me escolheu e isso é inexplicável. No primeiro contato no estádio já foi amor à primeira vista e nunca mais larguei. Ser Corinthians é entender cada dificuldades que os mais diversos torcedores passam pra estar junto com o clube. Sentimento que ajuda na cura de doenças, depressão. Conexão com o povo sofrido que sempre acredita que pode melhorar e não desiste nunca. Isso é Corinthians!

Qual estádio foi mais hostil para você entrar e ver um jogo do Corinthians? 
- Acho que pela rivalidade e aliança de outras torcidas rivais, São Januário é bem hostil. Difícil chegar, difícil sair. Sempre tem que ficar atento lá.

As vezes as pessoas não entendem esse amor que temos pelo nosso time, já sofreu algum tipo de preconceito por ser Corinthiano fanático? 
- Preconceito não, mas piadas a gente ouve de monte, né ?! Mas deixa falar, mal sabem o que o Corinthians significa pra gente e o bem que ele nos trás. A partir do Amor pelo Corinthians defini minha profissão, sou jornalista, e não me arrependo nenhum momento disso, pelo contrário.

Conta um pouco mais sobre o amor em Itaquera, é livre para as pessoas entrarem? E qual local vocês costumam ficar?  
- Sim, o Amor em Itaquera é pra todo mundo que quiser chegar, quanto mais melhor. Antes dos jogos ficamos ali no Artur Alvim do lado da galera do Escanteio, que aliás sempre me recebeu muito bem e apoiou com as bandeiras. E durante as partidas ficamos na Leste ou na Sul, dependendo do orçamento pro ingresso haha o Importante é estar lá! Mas respondo todo mundo no Insta, é só chegar e combinar que a gente dá um jeito.

Como é ver seu conteúdo sendo visto por diversas pessoas no Brasil, qual é a responsabilidade disso? 
- Fico muito feliz do conteúdo chegar pra cada vez mais pessoas em diversas partes do Brasil. Temos amigos praticamente em todos os estados e até fora do Brasil. A Rapaziada da Fiel Toronto, no Canadá, a galera da Fiel Kush, de Sidney, na Austrália. Temos sempre um contato legal com todas as torcidas do Corinthians, temos adesivos lá na sede dos Gaviões. Tudo isso graças a humildade de chegar e falar do nosso projeto. É tudo feito de coração e sem rabo preso com ninguém. Tudo pelo Corinthians!

Hoje em dia como é feito essa tratativa junto aos órgãos responsáveis para liberação das bandeiras de vocês? 
- Não tem tratativa. Bandeira entra até 1,5m x 1,5m. As maiores a gente se vira e dá nosso jeito de entrar. Mas todo esforço vale a pena quando vemos o que as bandeiras representam e a energia que elas tem quando estão lá
Na Arena.
Já se imaginou uma vaguinha no setor norte? 
- Setor Norte é pequeno pra tanta gente que gostaria de estar lá. Respeito a trajetória gigante de cada um que tá ali e vou na humildade, aos poucos, conquistando meu espaço. O Importante é estar na Arena apoiando o Corinthians independente de onde for.

E para finalizarmos qual conselho você daria para uma pessoa que está inciando a caminhada para o estádio?
- Pra quem tá começando agora o melhor conselho é amar o Corinthians acima de qualquer resultado ou título. É valorizar a entrega, a raça, a luta até o final. Isso é Corinthians. Pra quem tá começando a jornada nas torcidas, lembre-se sempre que o importante é voltar pra casa. Respeitar a família e depois o Corinthians. Sempre com muito amor, ATÉ O FIM!


E óbvio que rolou aquele agradecimento

Queria agradecer o pessoal do Bancada em Foco pelo espaço, todos os incontáveis amigos que me apoiaram nesse projeto desde o início e ao Corinthians, que é a Razão da nossa existência! 
Tamo junto até o fim!

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