Entrevista com Caio da Chopp

HOJE NO BANCADA EM FOCO É DIA DE CONHECER UM POUCO DA HISTÓRIA DO CAIO, MEMBRO DA CHOPP CAIO XOMTS HM POUCO DA SUA AMIZADE COM GORDÃO "
Caião, aproveita que tu não pode ir em todo jogo, que tu tem suas responsa pra correr atrás que eu não vou ficar por aqui muito mais tempo e vou pra todos os jogos por isso", CAIO TAMBÉM CONTA COMO SURGIU O AMOR PELA CHOPP " Foi um barato de identificação, eu por ser do interior e nunca ter tido influencia da minha família a respeito de futebol muito menos de torcida organizada, desenvolvi isso sozinho." 


De onde surgiu esse amor pela Chopp? 
- Foi um barato de identificação, eu por ser do interior e nunca ter tido influencia da minha família a respeito de futebol muito menos de torcida organizada, desenvolvi isso sozinho. Há tempos procurava pelas histórias das torcidas do Corinthians e quando vi a Chopp bateu aquela identificação pela criação da torcida, na qual os amigos pra escolher o nome chegaram a conclusão: gostamos de beber e do Corinthians.


Conta um pouco de como você ficou pós acidente em Agosto?
- Até hoje dói né. Graças a Deus não tive sequelas fisicas daquele episódio, mas é impossível você perder gente que você estava acostumado a ver toda semana, e em especial meu amigo Andrew que é da época da escola. É uma dor que infelizmente vou levar pra sempre. Me afastei um pouco de estádio pois prometi para minha família que o faria esse ano, e também porque precisava me encontrar na vida pessoal e profissional. Mas com certeza é algo temporário.


Hoje em dia como é essa adaptação a mudanças do no futebol moderno?
- Complicado né, na minha sincera opinião essa modernização do futebol nos estádios é algo totalmente segregador, que diferentemente da época do pacaembu que juntava todo tipo de gente dentro do estádio, agora com cada um no seu setor, setores populares menores que os setores de classe média/alta, além de ir contra nosso estígma de TIME DO POVO, contribuí muito mais pro silêncio no nosso estádio.


O que é ser Corinthians para você?
- É como diz o enredo de 2010, "é mais que um caso de amor, na alegria ou na dor. RELIGIÃO". Esse verso descreve perfeitamente o sentimento corinthiano. Porém ainda mais que isso, faz parte da nossa forma de viver, de levar a vida, no jeito de falar e de agir. Ser Corinthians é algo tão único que ninguém que esteja de fora pode falar sobre. Ser Corinthians é algo a mais, é ter aquela relação espiritual com a instituição. Muito além de carne e osso.


Hoje em dia, como é se adaptar a um futebol com tantas proibições?
- Olha, é realmente muito chato não poder tremular uma bandeira na arquibancada ou até mesmo não poder tomar uma cerveja dentro do estádio. Porém é aquela coisa né, nosso amor pelo CORINTHIANS sempre está além de quaisquer proibições, portanto a fiel nunca deixou nem nunca deixará de estar presente. Não importa a circunstância.


Conta alguma resenha de caravana para a gente? 
- Vou contar essa por envolver meu irmão GORDÃO que se foi no acidente de agosto. Estavamos nós dois fumando um cigarro no posto onde a caravana sempre para indo pra SP, começamos a conversar sobre a vida de caravana e tudo mais até que ele virou pra mim e falou: "Caião, aproveita que tu não pode ir em todo jogo, que tu tem suas responsa pra correr atrás que eu não vou ficar por aqui muito mais tempo e vou pra todos os jogos por isso. Cê é novo ainda, faz sua caminhada sempr e irmão". Isso foi 9 meses antes do acidente, e infelizmente ele estava certo.

Qual a sensação de estar na NQA?  
- Pra resumir em uma palavra: Casa.


Qual momento mais top que você passou com Corinthians? 
- Isso foi antes de eu começar a frequentar estádio com mais frequência como faço hoje em dia, mas eu diria que foi a conquista da libertadores, não pelo título em sí, mas sim por ter sido no dia do meu aniversário de 15 anos. Foi nessa época que senti de verdade que eu tinha uma ligação além de torcedor/clube com o Corinthians.


Fazendo um analise do ano do Corinthians, o que faltou para ser um ano vitorioso?
- Tudo. Desde a má montagem do elenco com jogadores sem qualquer tipo de identificação com o clube e com a torcida, "ídolos" acomodados (digo ídolos entre áspas pois a maioria já perdeu a idolatria), inúmeras trocas de treinador, incluindo a contratação do verme do Cuca. Até os problemas internos no clube, além de ser ano de eleição. Porém a maior parcela de culpa, digo 80%, é da atual diretoria que graças a Deus não vai permanecer ano que vem.


E conta um pouco dos seus ciclos de amizades dentro da organizada? 
- Eu mantive poucos amigos da torcida, muito por conta de eu ser de outra cidade. Eu os encontrava majoritariamente em dias de jogo, e como não estou mais frequentando por enquanto, mal os tenho visto. Porém apesar da pouca frequência considero muito o pessoal, principalmente os que estiveram pós acidente comigo.


Lembra do seu primeiro jogo do Corinthians? O sentimento real? 
- Corinthians 1 x 3 Figueirense, Brasileirão 2006. Fui com meu falecido avô Ivan, quem me introduziu pro Corinthians pessoalmente. Íamos poucas vezes juntos por nos vermos pouco, mas sempre fomos na época do Pacaembu. Meu sonho era ter condição para leva-lo na arena comigo algum dia, infelizmente quando passei a ter veio a pandemia e ele faleceu em Fevereiro de 2021 quando os estádios ainda estavam fechados para o público. Talvez essa seja minha maior frustração como torcedor, queria muito vê-lo de novo na arquibancada comigo com aquele radinho de pilha no ouvido escutando o jogo enquanto assistia.


Já sofreu algum preconceito por ser de organizada? 
- Honestamente não, profissionalmente não tenho contato direto com meus colegas de trabalho e as pessoas com quem convivo tem o entendimento do que é uma torcida organizada. Então talvez por falta de convívio graças a deus nunca sofri preconceito por isso.


Como é sua logística em dia de jogos do Corinthians? 
- Quando vou de carro é basicamente acordar, tomar uma ducha, pegar o carro e meter marcha pra Itaquera, chegar bem cedo pra pegar o pré jogo na favela atrás do shopping e ir pro estádio, e o pós jogo também kkkkkkk.
De caravana é só colar no posto da gruta pra esperar o carro, van, micro ou buso, pular dentro do transporte e beber até chegar lá kkkkk. E depois do jogo beber mais pra comemorar ou pra esquecer do jogo.

Qual foi o melhor momento que passou na chopp?
- Uma caravana que eu sempre vou lembrar muito é a caravana de Itu no ano passado. Só tinha cara foda na caravana e a resenha foi monstra daqui até lá. Rolou aquele atraso de lei pra entrar no jogo (fora de casa né), mas foi foda e o Coringão ainda ganhou de 3x2. Na volta o motorista ainda se perdeu e quase teve briga dentro da van kkkkkkkk essa foi a caravana mais daora de todas.

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