Entrevista com a Jornalista Sarah

Fala pessoal, hoje no quadro bancada em foco, Nas mina da arquibancada, foi o dia de trazer um pouco sobre a Sarah, criadora de conteúdo e jornalista para rádio outra dimensão, ela contou um pouco para a gente sobre sua profissão o desafio de cobrir uma copa do mundo presencialmente no Catar, ela esteve presente em 2022, também trouxe uma visão de imparcialidade com seu time de coração e sua profissão.


Sarah, qual você acha mais desafiador? Cobrir seu time na beira do gramado ou acompanhar na arquibancada? 
- Acredito que o mais desafiador seja acompanhar meu time na arquibancada, porque é um momento que as emoções estão a flor da pele, é tudo muito intenso, e o resultado da partida pode afetar muito o meu humor.

E o que está achando do movimento feminino no esporte em geral?
- Eu sempre vi o esporte e nesse caso em especifico o futebol como um grande reflexo social, as mulheres estarem conquistando cada vez mais visibilidade e respeito na modalidade e cada vez mais mulheres nas arquibancadas é muito do momento mundial, em que as mulheres estão atuando cada vez mais em diferentes lugares e eu particularmente acho essa movimentação ótima.

Acha que já está na hora das organizadas darem mais liberdade para as mulheres dentro da entidade? 
- Quanto as torcidas organizadas eu não me sinto hábil nesse momento em falar, nunca frequentei alguma para ter mais conhecimento a fundo sobre a presença das mulheres dentro dessas agremiações.

Vivemos em um mundo onde cada vez mais as mulheres vêm conquistando seus espaços e no estádio estamos vendo cada vez mais, O que tu acha que ainda falta para elas estarem mais presente? 
- Precisamos entender que todas as grandes mudanças acontecessem de maneira gradual. Os jogos de futebol masculino, ainda são um ambiente muito machista, com um tempo esse lugar se tornará ainda melhor para que as mulheres possam ir sozinhas sem sofrer nenhum tipo de importunação, mas isso vai com o tempo e a mudança de consciência.

Falando da copa do mundo do Qatar, conta um pouco para a gente sobre essa experiência? 
- A Copa do Mundo no Catar foi uma experiência que beira o indescritível. Viver uma Copa , estar literalmente ali é incrível, você conhece muitas pessoas que serão suas amigas depois dessa experiência, além de que é um intercâmbio cultural enorme, você representa o seu país, nunca esqueci que alguns torcedores do País de Gales vieram me perguntar se no Brasil falamos espanhol e eu expliquei que não, é português. Então você literalmente é a representação do seu país para o mundo. Além de que foi muito legal conhecer o Catar.

Como foi estar em um país que não tem inclusão, que não respeita as mulheres? 
- Não acho que podemos dizer que eles não respeitam as mulheres. A forma como as mulheres se vestem lá e se portam, é algo ligado a religião deles, o que é diferente da cultura de muitos brasileiros, mas se você não faz parte da religião você não precisa seguir todos os conceitos, como cobrir o cabelo. Mas a minha experiência foi a da Copa, em que o país estava diferente, porque por exemplo, eles tem o metrô com vagões divididos para homens e mulheres e durante a Copa todos os gêneros estavam no mesmo vagão. A minha experiência no Catar foi ótima.


Se falando em copa do mundo e você em todos seus trabalhos sempre exaltou o esporte feminino, sempre pregou a igualdade, como se sentiu sabendo que não poderia se expor da forma que você é verdadeiramente? 
Eu fui muito verdadeira na minha essência na minha passagem pelo Catar, eu vesti o que eu queria, fiz vários passeios, apenas tive de ser mais comedida em relação a forma como demonstrava afeto em ambientes públicos.
Quando o Cuca pintou como técnico do Corinthians, sabendo da história do Corinthians, como foi para você essa notícia? 
- Quando surgiu a notícia do Cuca no Corinthians a primeira coisa que eu fiz foi ir pesquisar a fundo… eu já tinha ouvido falar sobre o caso, no passado, mas primeiro eu fui buscar informações que ligassem o nome dele ao fato e assim eu poderia expor a minha opinião. Eu fiquei muito desapontada com a decisão da diretoria, o Corinthians é um clube de muitos princípios e entre eles está o Respeita as Minas e isso deveria ter sido preservado.

A Sarah de 10 anos atrás se imaginaria está vivendo o que vive hoje? 
A Sarah de 10 anos atrás tinha muitos sonhos e por mais que já estivesse ligada ao mundo do futebol, nem sonhava em ser jornalista esportiva, mas com certeza ela tem muito orgulho de tudo que está acontecendo, feliz por todas as experiências que já teve, de tantas referências que cresceu vendo na TV e que já teve a oportunidade de conhecer pessoalmente.

Quem foi sua maior referencia de vida e quem mais motivou no jornalismo esportivo?
- As minhas grandes referências sempre foram os meus familiares, a forma como eles sempre batalharam para ter o que tem hoje. A grande incentivadora para que eu seguisse no jornalismo esportivo sempre foi minha mãe , ela sempre me falou que era um tema que eu tinha certa facilidade para falar, mas meu pai, meu irmão sempre me ajudaram, com cursos, indo nos jogos, ajudando nas gravações, analisando as coisas que eu faço. E meus familiares e amigos que sempre acreditaram em mim.


Hoje em dia, como é para ti ter pessoas que se inspira em você? 
- Confesso que eu fico muito feliz. Sempre que eu recebo alguma mensagem elogiando o meu trabalho, dizendo que se inspira em mim chega a faltar palavras, porque para mim esse é um ambiente que eu tenho muitas referências, cheio de pessoas fodas e a pessoa escolheu a mim, é algo surreal.

E qual conselho você daria para uma menina que quer frequentar estádio? 
- Lugar de mulher é onde ela quiser, então se quer ir para o estádio vá, é uma das melhores experiências da vida, eu sempre digo que todo mundo uma vez na vida tem que ir ver um jogo em estádio. O que eu aconselho é combinar de ir com alguém , torna a experiência ainda melhor.

Qual estádio tu passou o maior perrengue? 
- O maior perrengue eu considero no primeiro jogo do Brasil na Copa 2022, no estádio Lusail, porque os ingressos só apareciam no aplicativo perto do horário da partida e eu já estava na fila para ler o ingresso e ir para a revista mas o ingresso não aparecia no aplicativo, mas no final deu tudo certo. 

De todos os estádio que foi, qual foi o que mais te marcou? 
- Considero que todos os estádios são marcantes na minha vida porque eu vivi uma história diferente em cada um deles, um foi o meu primeiro, outro foi o primeiro que eu fui trabalhando e por aí vai, mas considero que o Lusail foi o que mais me marcou, meu primeiro jogo de Copa do Mundo, estádio enorme, que chega a ser difícil saber quem está com a bola quando você está nas arquibancadas bem de cima.

Organizada muda realmente um jogo? ou só clichê essa frase?
- Organizada faz a grande diferença, ela empurra o time até o final do jogos 

E a Sarah Jornalista, como faz para ser imparcial quando se trata do seu time do coração? 
- Um dia eu tive aula com o professor e jornalista Celso Unzelte e ele falou sobre amar a profissão jornalista acima do jornalista esportivo e eu comecei a reparar nisso, por mais que eu ame o meu time, naquele momento não é a torcedora, é a jornalista, até o local que se trabalha é diferente da arquibancada, isso ajuda a separar.

Como é para você cobrir um rival?
- Cobrir um rival é sempre um desafio muito legal. Exige ainda mais um trabalho de pesquisa um foco ainda maior para superar a jornalista e torcedora. 


Mano você e seu irmão é bem unidos, a gente ver nas publicações, qual foi o momento mais legal que vocês passaram juntos no estádio?
- O nosso momento mais legal foi o gol do Richarlison no primeiro jogo da Copa do Mundo no Catar, era a nossa primeira Copa, a realização do nosso sonho e a gente se abraçou para na comemoração desse gol.

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