Entrevista com Fernanda Anselmo
HOJE NO BANCADA EM FOCO VAMOS TRAZER PARA VOCÊS A HISTÓRIA DA FERNADA, DE APENAS 19 ANOS E COM UMA VIVÊNCIA ENORME QUANDO SE TRATA DE CORINTHIANS, ALÉM DA POUCA IDADE ELA DIZ DE ONDE SURGIU ESSE AMOR PELO JORNALISMO, TEM SEU AMOR PELO CORINTHIANS INFLUENCIADO PELO SEU PAI, ALÉM DISSO ELA CONTA TAMBÉM UM POUCO SOBRE SUA VIDA, SEUS HOBBIES.
- Meu pai, com certeza. A minha primeira referência de Futebol e de Corinthians.
Tenho uma história bem engraçada com ele relacionada a isso. Eu sempre gostei de estar na companhia dele, e quando eu tinha mais ou menos uns 6/7 anos estava assistindo um majestoso com ele. Daí ele virou e me perguntou que time eu torcia crente que eu nem ligaria para isso, afinal eu era criança. E eu disse: São Paulo pai kkkkkkkkkkkkkkkkk
Na hora ele ficou incrédulo, até porque eu não tinha nenhuma influência são paulina. Me perguntou o porque disso e eu respondi: “Ah tenho que apoiar a minha cidade” Eu pensava que cada cidade tinha um time, por exemplo: existia uma cidade chamada Palmeiras, Corinthians… E lá vai ele explicar para uma criança de 6 anos como tudo funcionava kkkkkk
Hoje em dia, como é ser jornalista e Corinthiana? Como é ser imparcial nesse caso?
- Eu considero bastante NECESSÁRIO para quem quer seguir na área do Futebol.
No começo, foi bem difícil para mim deixar o clubismo de lado. O torcedor Corinthiano e o torcedor no geral é muito apaixonado.
Mas depois que eu comecei a estudar um pouco mais sobre Futebol, a história de cada time, etc. Consegui superar isso.
Hoje em dia a gente ver o público feminino crescendo no estádio, o que tu acha que ainda falta para isso aumentar?
- Hum… uma pergunta bastante interessante!
É nítido que o público feminino veem crescendo no Futebol, não só nas arquibancadas como também no profissional. Cada vez estamos conquistando mais o nosso espaço e isso é só o começo.
Se fosse antigamente, eu te responderia que a inclusão aumentaria as mulheres nos estádios, visto que, era considerado um tabu. Hoje em dia ainda tem muitos casos de machismo, e creio que nunca acabará, mas acredito que as próprias mulheres encorajam e influenciam as outras nas arquibancadas!
Qual momento mais marcante relacionado a sua vida quando se trata de Corinthians?
- Com o Corinthians eu tenho vários, afinal, torcer para esse time é um mar de emoções.
Mas o meu momento mais marcante, tanto no profissional quanto como torcedora, foi quando eu mandei um vídeo me candidatando para o Tour da Arena dizendo o que era o Corinthians para mim (recitei um poema que eu mesma fiz) me chamaram para a seletiva que foi na sala de imprensa e meses depois eu comecei a trabalhar com eles. Foi mágico!
O que você achou das criticas que o futebol feminino sofreu por se posicionar contra o cuca?
- Não só o Futebol Feminino do Corinthians mas também as torcedoras sofreram com isso.
Opressão, eu diria. Diversas pessoas, a maioria HOMENS, indo comentar frases de ódio contra o time Feminino, frases machistas para desestabilizar o posicionamento delas.
O que mais me doeu foi ver mulheres apoiando os comentários grotescos desses homens. Dizendo “o Futebol de hoje é lacração, Futebol raiz morreu”… Se fosse pelo “futebol raiz” essas mesmas mulheres nem teriam voz para opinar
Qual é seu sentimento quando se fala de futebol feminino?
- Esperança!
Se formos olhar lá atrás, de quando as mulheres eram proibidas de praticar o esporte por “não ser da natureza delas” em vista de hoje em dia, foi uma tremenda evolução.
Graças as mulheres que foram resistência e lutaram contra isso.
Eu fico muito feliz em ver cada evolução do Futebol Feminino. Seja de mulheres na profissão, torcedoras, atletas… Claro que tem muita coisa para melhorar ainda, estamos aos poucos conquistando nosso espaço e isso é só o começo de muito que está por vir.
Falando da Fernanda
Quem é essa menina fora da profissão?
- Ah, a Fernanda fora da profissão é uma pessoa bem aventureira.
No meu tempo livre, eu gosto bastante de viajar, conhecer lugares novos, pessoas… Gosto bastante de sair para comer, amo comida italiana!!
E tenho meus hobbies também como fotografar, ler, estudar sobre futebol (eu tento mais o futebol não sai de mim nem quando eu estou no tempo livre) haha.
Outra coisa que gosto também é de ir em exposições de artes e conhecer estádios novos.
E hoje em dia, quais são seu objetivo no jornalismo?
- Me aprimorar cada vez mais com conhecimentos na área. Pois conhecimento e aprendizados nunca são demais!
E também pegar a minha Drt de jornalista, que está em processo de liberação.
Você já sofreu algum tipo de preconceito ou algo relacionado por gosta de futebol?
- Já sim! Inúmeras vezes.
Para mim a mais marcante foi quando eu fui comentar um em post do Meu Timão, relacionado a contratação do Cuca como técnico e o monte de Homens foram me atacar nos comentários.
Todos os comentários extremamente machistas.
Agora sobre o Jornalismo tem aquele jogo que fez você ter certeza que era jornalismo que queria?
- No meu caso foi totalmente ao contrário de muitos Jornalistas.
O jornalismo na minha, vem muito antes do Futebol. Como havia comentando anteriormente, sempre gostei de estar na companhia do meu pai quando era mais nova. Ele sempre teve o costume de assistir o Jornal Nacional, e eu o acompanhava.
Simplesmente eu fiquei encantada com a segurança dos repórteres diante das câmeras e por toda as experiências deles nas matérias. Eu amava assistir a Glória Maria e amava brincar de ser jornalista.
A paixão pelo Futebol veio anos depois. E vi que poderia juntar duas coisas na qual eu extremamente amava, o Jornalismo Esportivo.
Você com apenas 19 anos, tão decidida no que quer da vida, qual conselho daria para uma mulher decidir sobre o que quer ser?
- Eu diria para ela respeitar o seu tempo, propósito e não se comparar com outras pessoas.
Isso é muito difícil, ainda mais sobre comparações. Mas temos que entender que a vida não é uma competição ou uma corrida com ninguém.
E vc já conheceu algum outro estádio? Qual foi a sensação?
- Já sim!!
Por enquanto minha lista está curta, mas pretendo conhecer o máximo que eu puder. Em todos foram normal a sensação. O único que eu me senti estranha e totalmente sem rumo foi no Allianz, no dia que eu fiz o tour com o Mauro Beting, me senti perdida com o monte de palmeirenses lá hahaha
Assunto chato porém assunto que deve está em pauta para poder acabar! Assédio
Já passou por algum tipo? Ou presenciou? Que vc possa falar como?
- Sim
Tipo a pessoa fingia me apoiar, me dava conselhos
Mas começou a levar para o outro lado e me elogiar bastante. No final eu percebi que, só estava interessado em uma outra coisa e não em mim profissionalmente
Na sua opinião o que tu acha que vai ser do feminino pós fim da era do Arthur Elias?
- Creio que dará uma grande desestabilizada no Clube. O Corinthians Feminino esteve 7 anos sob o comando do Arthur, então fará sim uma GRANDE diferença por estarmos acostumados com o Futebol dele.
Desejo tudo de bom a ele e o restante da comissão técnica, eles merecem e fico feliz em saber que a Seleção Feminina está em boas mãos. O que resta agora é achar um bom profissional que entenda o Futebol do Corinthians Feminino e dar tempo ao tempo.
Em dia de jogos possui alguma superstição?
- Sim!!
Em jogos importantes gosto de assistir com a minha camisa da sorte (a retrô de 77 do Basílio). E quando vou assistir um jogo na Arena, sempre entro com o pé direito e faço aquela oração para São Jorge.
E hoje em dia, tu pretende a se credenciar em alguma organizada? Ou já teve vontade
- Hoje em dia não. Antigamente eu tinha muita vontade de pertencer à Estopim, mas prefiro só manter o contato e ir em alguns jogos de vez em quando com eles.
Na sua opinião política e futebol da para andar juntos?
- Com toda a certeza, SIM!
Eu fico até sem entender quando escuto de algum torcedor que política e Futebol não se misturam. O Futebol é uma política.
Temos o exemplo claro da Democracia Corinthiana. Em plena ditadura onde muitos foram oprimidos e silenciados, um clube de Futebol manteve a Democracia (onde desde os roupeiros, jogadores, diretores, etc) tinham o direito de votar em prol de alguma decisão do Clube e opinar sobre.
Foi um coletivo onde atuaram politicamente a partir do futebol no fortalecimento das lutas por democracia, liberdade e justiça.
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