Entrevista com a Corintiana Thiely
Hoje tive o prazer de bater um papo com uma mina que representa muito o Corinthians nas arquibancadas, Thiely, 25 anos nas costas e a 6 anos assume a responsa de frequentar os estádios, Desenvolvedora de sistema ela hoje bateu um papo conosco, falando um pouco sobre sua paixão pelo RBD, suas virtudes e princípios obvio, sobre o Corinthians.
De onde surgiu essa paixão pelo RBD?
- Foi uma coisa de criança cara, na época que lançou Rebelde pela primeira vez no SBT eu tinha 6/7 anos, comecei a gostar da banda através da novela e estou aqui até hoje amando, inclusive minha paixão pelo espanhol foi por causa deles.
Hoje em dia, como você concilia vida trabalho e estádio?
- Jogos que são durante a semana é loucura, chego em casa quase 01h até a adrenalina baixar de vez já é quase hora de acordar kkkk então eu prefiro ir nos jogos que são em finais de semana, dá pra curtir mais o momento e eu não acordo quebrada no dia seguinte.
E como é sua rotina frequentando um estádio de futebol?
- Eu não consigo ir em todos os jogos, mas sempre faço o possível para ir pelo uma vez por mês no masculino e no feminino, no caso do feminino é mais complicado pq as vezes o jogo é numa segunda-feira às 14h, uns horários absurdos. No geral eu me programo para chegar cedo no estádio, não gosto de entrar na correria, se é dia de semana no final do jogo me preparo para correr e não perder o último ônibus, as vezes a gente precisa furar em alguma festa de família e compromisso com amigos, mas por aqui já se acostumaram com loucura de viver pelo Corinthians.
Qual foi o momento mais marcante em um estádio?
- Tem MUITOS, mas um que foi muito marcante por questão pessoal mesmo. Foi um Corinthians X Chapecoense no Brasileirão de 2019, eu estava passando por depressão, crises de ansiedade e o que me ajudava era o Corinthians cara, nesse dia eu estava muito mal, fui pro estádio sem ingresso, sem saber se eu ia conseguir na bilheteria ou não, só vesti o manto e fui, passei horas na fila para comprar e quando entrei no estádio o jogo já estava para começar, ali parecia que todos meus problemas tinham sumido, eu estava em paz novamente, chorei pra caramba e no final estava sem voz de tanto cantar, mas extremamente feliz, completamente o oposto da forma que eu havia chegado lá, eu me senti viva novamente e percebi que havia encontrado um refúgio. E Isso aconteceu em diversos momentos, as vezes eu ficava com a idéia errada de querer me matar e pensava "só mais um jogo, só mais um título" e assim sigo aqui até hoje, quando as coisas complicam (graças a Deus hoje em dia de uma forma mais tranquila) a gente corre pro estádio para ficar em paz novamente, é literalmente viver pelo Corinthians e fazer do Corinthians a minha vida.
Qual a viagem marcante que você fez? Pode comentar sobre?
- Buenos Aires, e foi engraçado porque fui pra lá com uma amiga também corinthiana logo após o Corinthians Eliminar o Boca juniors, nós fomos no La Bombonera com a camiseta do Corinthians o pessoal olhando torto pra gente tal. Conhecer Buenos Aires sempre esteve na minha lista de sonhos e lá vivi momentos maravilhosos, engraçados e apesar de toda rivalidade no futebol os argentinos foram super receptivos.
Hoje o que causa mais insegurança em um estádio?
- Eu tenho muito medo de brigas, porque pode rolar um desentendimento lá dentro e tal, mas na rua a história é outra, não dá para saber da índole de todos.
Teve um jogo que marcou sua vida?
- Corinthians X Boca juniors na libertadores de 2012 no La Bombonera, eu tinha 14 anos e naquele jogo eu fiquei tão impressionada com a energia, o clima, eu queria estar lá vivendo isso e me prometi que algum dia eu iria ver esse jogo dentro de algum estádio. Ano passado eu estive presente no jogo da libertadores e o que eu chorei quando a ficha caiu que depois de 10 anos eu tinha conseguido cumprir minha promessa foi loucura, eu mal dormi naquela noite kkk
Quando Corinthians trouxe o cuca, para você qual foi o sentimento?
- Eu fiquei extremamente decepcionada, não conseguia sentir nada além disso, não consegui ver os jogos com ele na beira do campo, não consegui comemorar nada porque apesar de viver de Corinthians, o meu caráter ainda está acima disso. Eu acho que ali causou uma rachadura enorme entre as categorias do time e entre a própria torcida.
Hoje em dia a Thiely do passado se orgulharia da do presente? - Com certeza, a Thiely de hoje está realizando sonhos profissionais, pessoais e até mesmo os de infância, como a promessa do jogo entre Corinthians X Boca juniors e ir no show do RBD, cada sonho sendo realizado por esforço dela.
E você já conheceu quais estádios brasileiros?
- Por enquanto só a Neo Química Arena e o Pacaembu. Ainda quero conhecer o Maracanã, Beira Rio e o Mineirão.
Tem algum jogo e estádio que tu queria muito conhecer?
- Corinthians x Boca Juniors no La Bombonera
- Corinthians x Flamengo no Maracanã
Assédio, um assunto pouco comentando porém que muito acontece, já presenciou ou sofreu algum? Pode falar sobre?
- Na primeira vez que fui na Neo Química Arena, foi em um Derby na final de 2018, eu cheguei lá em Itaquera sozinha e estava esperando minha prima e meu irmão, coisa de uns 30min, mas o que eu ouvi de cara inconveniente nesses 30min quase me fizeram desistir de ir pro jogo porque eu estava a ponto de arrumar briga para qualquer "cantada" ridícula. Tanto que demorei um pouco até ir novamente ao estádio, achava que sempre ia ser isso, mas foi só nesse primeiro jogo que tive essa infelicidade.
Sobre o futebol feminino, acompanha?
- Sim, o futebol feminino eu comecei a acompanhar pela seleção brasileira, amava ver Marta, Cristiane e Formiga jogando, em 2018 comecei acompanhar o feminino do Corinthians e ir aos jogos comecei em 2019.
Conta a emoção da final do Br feminino?
- Meu todo jogo que vejo a Arena cheia por elas eu fico muito emocionada a ponto de chorar, pq sempre lembro do primeiro jogo que fui em 2019 lá na Portuguesa, deveria ter no máximo umas 40 pessoas ali acompanhando o jogo. Aí chega numa final a gente lota um estádio, quebra recorde de público no futfem, tem transmissão na Tv aberta parece até sonho, o clima na arena até muda, vemos muito mais mulheres na arquibancada, é sempre incrível ver elas jogando e ver todos ali por essas mulheres que inspiram outras mulheres.
Conta um pouco sobre seu projetos sociais?
- Eu comecei em 2021 em um projeto que não faço mais parte por diversas questões, mas através dele pude conhecer o Pãozinho Solidário que atende pessoas em situação de rua no centro de São Paulo, também tem algumas ações voltadas para comunidades e para crianças que estão em coletivos. Conheci também o Esperança SP que faz ações para crianças em comunidades, pessoas em situação de rua e asilos. Querer ajudar o próximo foi algo que sempre esteve dentro de mim e participar desse projetos tem mudado a minha vida, a gente aprende muito com cada pessoa, é gratificante saber que naquele dia você pode ajudar uma vida a se alimentar, se aquecer e até mesmo a lembrar que essa pessoa existe e que merece atenção.
Hoje em dia qual o projeto mais top que tu fez parte?
- Não consigo escolher só um, acho que todos que faço parte como voluntário ou com doações são incríveis, são bem organizados, com pessoas de bom coração que buscam entregar amor e carinho.
E seus objetivos? Tá conquistando?
- Aos poucos sim, alguns momentos a gente mergulha de cabeça e começa atacar a ansiedade tem que fazer uma pausa e respirar. Mas tudo sempre muito bem planejado para dar certo e ser prazeroso alcançar cada um deles.
Hoje em dia, o que mais falta em um estádio?
- Eu acho que falta liberdade sabe, acho chato o jogador não poder comemorar tirando a camisa porque toma cartão, o torcedor não poder entrar com um cartaz apoiando o time, mandando um recado um incentivo para algum jogador. Tem umas regras bobas, que cortam a graça do momento.
Quais suas comidas que mais gosta? E lugares que mais te atrai?
- Eu amo feijoada e lasanha. Gosto muito de estar em contato com a natureza, então uma praia, cachoeira, uma trilha, uma cidade mais interior me ganham fácil.
Hoje em dia qual conselho você daria para uma mulher que queira começar a ir em jogos?
- Só vai, ignora a opinião de quem é contra e VAI, no começo a gente tem medo, fica insegura e isso só resolve indo, quando você chega lá e vive aquele momento desperta uma vontade de ir mais vezes e nessas a gente acaba conhecendo outras pessoas, conhecendo mais mulheres que frequentam e quando vê já não está mais indo sozinha.
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